Um casal sul-coreano “viciado em internet” deixou sua bebê de três meses morrer de inanição enquanto criava uma filha virtual na web.
O casal alimentava sua bebê prematura apenas uma vez por dia, segundo a agência de notícias oficial Yonhap. O oficial da polícia Chung Jin-won disse à Yonhap que o casal “perdeu a vontade de viver uma vida normal” depois que os dois perderam seus empregos. Cinco meses depois de terem reportado a morte da bebê, o pai, de 41 anos de idade, e sua mulher, 25 anos, foram presos na cidade de Suweon, ao sul de Seul, no início da semana. Eles estavam foragidos desde a morte da criança.
A autópsia mostrou que sua morte foi provocada por um longo período de desnutrição. O casal teria ficado obcecado em criar uma menina virtual chamada Anima, no popular jogo Prius Online. O jogo permite aos jogadores interagir com Amina, ajudando a recuperar sua memória perdida e desenvolver emoções.
Já houve outros casos de morte ligados ao vício em jogos de computadores na Coréia do Sul, onde um jovem morreu supostamente depois de passar cinco dias jogando com apenas pequenos intervalos.
Esse é um cometário feito a partir do concurso público de Escada (2009), da prova de língua portuguesa.
Percebe-se que os cursos estão se diversificando, além de questões sobre conteúdo gramatical, hoje encontramos uma grande variedade de questões que versão sobre conteúdos lingüísticos, explorando assim, outros aspectos do estudo da linguagem. Portanto, os candidatos não devem preocupar-se apenas em memorizar normas gramaticais, mas compreender que há elementos também observáveis que não serão encontrados na gramáticas.
Vamos reproduzir a questão número 13 da prova referida:
É possível reconhecer uma relação de intertextualidade no seguinte trecho do Texto 2:
A) “No Brasil, menos do que em outros países.”
B) “Há episódios históricos interessantes em relação aospalavrões.”
C) “O jornal vinha cheio de asteriscos.”
D) “Como sempre, a certeza aumenta quando uma regra éviolada.”
E) “Mas nem só de palavrão vive o tabu.”
O texto 2 escrito por Sírio Possenti, um renomado lingüista brasileiro, discutia os palavrões e seu caráter contraditória, já que apesar de serem controlados pela comunidade lingüística, também concerne a quem profere um certo status social.No entanto, a questão pergunta sobre quais as frases mantêm uma relação intertextual. E aponta a resposta correta como a letra E.Vamos primeiro nos perguntar: "O que é intertextualidade?"
Ler um texto é sempre ler vários textos ao mesmo tempo. Nenhuma leitura seria possível se não trabalhássemos com o princípio da intertextualidade, as palavras, frases, enunciados, períodos textos, já foram usadas, alguém já as pronunciara antes legitimando assim seu uso. Precisamos de uma base para gerar nossos próprios textos. Ingedore Villaça Koch e Luiz Carlos Travaglia, em seu conhecido livro "A coerência textual", conceituam assim intertextualidade: "ocorre quando o produtor de um texo repete expressões, enunciados ou trechos de outros textos, ou então o estilo de determinado autor ou determinados tipos de discursos." (p. 75).Qual das frases da questão lembraria outra frase?
A letra E, quando o autor do texto diz: "Mas nem só de palavrão vive o tabu.", lembra-nos outro ditado popular, "Mas nem só de pão vive o homem".
Uma banda de rock nacional, chamada Pitty lançou um CD intitulado: "Admirável Chip Novo"; era uma intertextualidade, o título original pertencia a um livro de um autor chamado Aldous Huxley, "Admirável Mundo Novo". No ano de 2004, uma das redações da FUVEST trazia no título: "Admirável Mundo Digital".Percebe-se que a intertextualidade está presente no dia-a-dia, mas escapa ao conteúdo gramatical. Sem intertextualidade seria impossível, por exemplo, falar. A nossa fala está invadida por vários outros falares. Sabemos como saudar uma pessoa que encontramos na rua, ou perguntar as horas a um estranho, porque vimos e ouvimos alguém fazê-lo antes de nós e somos capazes que reproduzir o que foi apreendido. É isso! Um forte abraço!
Para fazer o download da prova do Concurso de Escada - 2009 basta clicar no link abaixo:
No filme, “Ao mestre com carinho”, vemos um professor negro que na verdade é formado como engenheiro e para não ficar desempregado, assume o papel de educador. Mesmo recebendo um salário baixo, ele persiste na profissão causa uma revolução numa sala de aula de adolescentes desordeiros. Os elementos que figuram esse filme estão presentes em diversas obras cinematográficas que desejam retratar a sala de aula. A figura do professor(a) pobre que revoluciona a sala de aula é épica e lendária, e é usada como discurso para nunca (ou quase nunca) debatermos sobre uma remuneração digna para os docentes.
Em um mundo capitalista, onde a mais-valia é imperativo fundamental, os empregos que melhor remuneram seus empregados são aqueles que pela lógica própria do capital atraem as melhores cabeças. Dessa forma, os cursos de licenciatura tornam-se sub-opções nas escolhas dos candidatos que prestam vestibular. Para confirmar esse raciocínio basta dizer que nenhum estudante conclui o ensino médio, faz a prova do vestibular e passa de quatro a cinco anos em média na faculdade para tornar-se (com todo o respeito e necessidade dessas profissões) motoristas de ônibus, copeiras, lavadeiras, empregadas domésticas, domésticas, catadores de lixo, camelôs...; hoje, um cobrador de ônibus recebe um salário maior que um professor que possui uma carga-horária alta como, por exemplo, o limite que é duzentas horas-aula.
O ingresso nos cursos de licenciatura faz-se por não-capacidade de ingressar em outros cursos. O aluno de Letras muitas vezes queria fazer jornalismo ou direito, ou ciências sociais, mas por incapacidade de atingir a nota para estes, acaba optando por aquele; o estudante de biologia outrora vislumbrava o curso de medicina, enfermagem, ciências biológicas, contudo, por motivos idênticos, cursa a licenciatura em ciências biológicas, resultado não será um bom profissional. - Não estamos, em momento algum, negando o fato de que haja pessoas nos curso de licenciatura que o façam por vocação, muito menos que essas “coincidências” não venham a resultar num acaso vindouro, já que o estudante pode no fundo perceber que apesar do desejo frustrado de fazer medicina, sua vocação é realmente ser professor de biologia. - Ressalta-se, por outro lado, o caráter lógico-dedutivo, de que cursos de licenciatura que oferecem oportunidades de empregos com boa remuneração resultariam em classes de cursos superiores repletas de pessoas de suma excelência e não, como ocorre hoje, nesses cursos onde índices de desistência são altíssimos ou os discentes saem das faculdades e procuram outros empregos que lhes proporcionem uma remuneração melhor.
Não se deve culpar quem faz isto de covardia ou abandono profissional. Como dissemos mais acima, não devemos nunca perder o foco de que falamos de um pais que vive no e a partir do sistema capitalista. E, lugar-comum a parte, “amor não enche a barriga de ninguém”. O amor aqui deve ser entendido como amor a profissão, que muitos possuem, mas poucos conseguem conciliá-lo com a situação financeira. Daí, voltamos ao início do texto. O professor pobre que realiza façanhas em sala de aula, pode comover pessoas na ficção (mesmo que sejam baseados em fatos reais) são momentos raros e nunca, no mundo capitalista a exceção é premiada. Por isso, afirmamos que esse discurso, evocado pelos pedagogos, torna-se retórica para vender livros. O problema real, concreto, é sempre abafado. Não faz parte do trabalho dos pedagogos lutar para que os professores passem a ostentar salários dignos. Não faria parte de sua incumbência ou será que é mais simples ficar ditando regras e normas para que a educação melhore?
Como um professor muitas vezes trabalha os três turnos (manhã, tarde e noite) pode ler livros pedagógicos para melhorar sua prática em sala de aula? Tem-se por raciocínio o seguinte: se o professor não lê a educação não melhora, logo não melhora por culpa do professor. Simples assim, não? Não! O pouco tempo de que dispõe gasta preenchendo pilhas de cadernetas e corrigindo provas, o que sobra (se é que sobra) dedica-se a outras atividades como família e outros afazeres. Alguns livros pedagógicos até citam essa problemática, porém quando o fazem as frases vêm sempre acompanhadas de outras que ratificam a acomodação dos docentes são elas: “... mas nós não podemos ficar esperando que esse problema (a remuneração) se resolva”; “... o professor que fica de braços cruzados culpando o seu salário foge de sua obrigação”. Paulo Freire em seu livro “Pedagogia do Oprimido”, afirma que “o opressor não libertará o oprimido” (pg. 26). Esquecem-se os pedagogos, que não lêem a obra freiriana como o próprio autor queria “com um pé na realidade”, que como o professor poderia professar o discurso de que educação é algo bom, quando ele próprio não consegue viver de educação? Essa contradição é pedra angular no fracasso do discurso docente. Outros dizem que mesmo que aumentássemos o salário dos professores nada mudaria. Ora, faça-o primeiro e em seguida vejamos se corrobora. Dizer que a educação não melhorara com um aumento salarial é desculpa política (e que infelizmente alguns pedagogos acabam por cair) para não investirem em educação. Se há dúvida, passemos da teoria para a prática. Pois, um professor que tem uma única turma, portanto, digamos, trabalha dois dias na semana, fica com três dias livres, poderia sim, ser cobrado por qualquer entidade caso não exercesse bem sua função, mas primeiro é necessário passar do plano ficcional para o real, do abstrato, para, concreto.
O sistema educacional dá maneira como se encontra não pode proporcionar isso ao professor. Enquanto as escolas particulares forem o ensino de suma excelência e a escola pública for o passatempo de jovens marginalizados que procuram a merenda para saciar a fome, o professor não poderá receber um salário digno, visto que a escola particular opera dentro da mais-valia, ou seja, os donos das instituições ficam com grande parte dos lucros e os professores, mão-de-obra, recebem parte ínfima desse montante. O sistema particular é mediado pelo código do consumidor, e não se pode fazer educação de verdade quando quem tem dinheiro manda, ou seja, o aluno, os pais. O professor é um reles empregado, não pode falar ao mesmo nível, nem projetar, novamente citando Freire, “uma situação dialógica nem dialética”. A interação anula-se, pois professor é subordinado ao aluno que paga pelo benefício da aprovação. Na escola pública, não há capital envolvido (não do ponto de vista da relação educador-educando). O aluno não paga para estudar, apenas estuda. Vê naquele diante de si, uma referência, uma figura financeiramente atraente. Sim, falamos financeiramente, pois acreditamos que sendo o docente alguém de referência salarial, pode se contrapor a imagens distorcidas, no entanto atraentes desse ponto de vista, como jogadores de futebol, cantores..., as fadadas celebridades, que em nada contribuem para a educação de jovens e adultos, mas ganham salários exorbitantes, não possuem nenhum papel social concreto, a não ser ludibriar e distrair as massas dos problemas reais da sociedade em que vivem.
O professor precisa ser mais bem remunerado para que possa lutar contra essa “Matrix” criada pelo capital. Neste momento, alguém poderia nos perguntar: “Mas, enquanto isso não ocorre, não temos nada a fazer, há outras prioridades?” Essa é a prioridade. Depois tudo acontecerá em enfeito dominó. “E se não vier o aumento salarial?” Então, a educação permanece caótica como está. De um lado, os pedagogos escrevendo livros sobre como fazer o milagre da multiplicação da educação sem recursos financeiros. O professor continuará sendo refém da escola particular e da extensa jornada de trabalho. A ficção contará belíssimas histórias que comoverão platéias, mas que em nada melhorarão a educação.
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!'
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um super executivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importantes os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega AIDS, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos. A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde à tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping Center. É curioso: a maioria dos shopping Center tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's…
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático. ' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: 'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.'
Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de 'O desafio ético' (Garamond), entre outros livros.
O ano de 2009, principalmente, o segundo semestre, foi bastante agitado para mim; sem tempo para nada, mais parecia uma máquina de dar aulas. Por isso resolvi vim aqui para comunicar-lhes que estou tirando férias intelectuais. Preciso recarregar as baterias e pensar um pouco em como será 2010.
A prova da PM-PE deste ano teve, na questão 25, quatro frases a serem analisadas:
I. Haviam muitos problemas para resolver; II. Hão de existir leis que protejam os mais fracos de fé; III. Hão de haver leis que protejam os mais fracos; IV. Podem haver seres viventes em outros planetas.
Percebe-se que a questão trata do verbo HAVER como impessoal, ou seja, quando o verbo HAVER não se refere à pessoa e, portando, fica sempre na 3ª pessoa do singular.
E como sabemos que o verbo HAVER é impessoal?
Quando possui o sentido de EXISTIR, OCORRER ou ACONTECER:
Há pessoas desonestas no Brasil. (equivale a dizer) Existem pessoas desonestas no Brasil.
Houve um acidente na estrada. (equivale a dizer) Ocorreu um acidente na estrada. ou Aconteceu um acidente na estrada.
Portanto, nas frases I, III e IV o verbo HAVER tem sentido de EXISTIR e deveria estar no sigular. As frases escritas da maneira correta seriam, respectivamente:
Havia muitos problemas para resolver;
Há de haver leis que protejam os mais fracos;
Pode haver seres viventes em outros planetas.
A frase de número dois está correta, pois o verbo haver é verbo auxiliar do verbo existir e, logo, flexiona-se.
Portanto, a resposta seria, no gabarito a resposta seria a letra A, como saiu no gabarito preliminar; há resposta, então por que a questão foi anulada? Ocorreu um erro no comando da questão. Como assim? O enunciado da questão pedia ao candidato que encontrasse um erro de regência verbal, mas a flexão de número (singular ou plural) é contemplado pela concordância verbal.