sábado, 10 de abril de 2010

THE MATRIX


Reassisti-lo é ter a certeza de que na trilogia foi o único que realmente pode ser levado a sério. Possui muitas referências sobre filosofia, psicanálise, religiosas... Recomendo que assistam ao primeiro filme como se fosse uma obra acabada, pronta. Sem levar em continuação o Matrix Reload e o Matrix Revolution.
Percebam a analogia feita por Morpheu (Laurence Fishburne) entre realidade e ficcção como poderia bem facilmente explicar a nossa relação com o capital.
Dêem uma segunda chance ao The Matrix e... simplesmente, esqueça os outros!

Sinopse


Até que ponto o que vivemos é a realidade? Descobrir que o mundo é uma farsa criada por máquinas poderosas para nos controlar pode significar o fim para muita gente. Mas, em Matrix, isso é o início de uma luta surpreendente, que irá perturbar você do começo ao fim...


http://www.youtube.com/watch?v=-YKg_XbEmik


quinta-feira, 8 de abril de 2010

MOMENTO DE LEITURA: TEXTO DE ARNALDO JABOR



Reality shows matam fome de verdade


Ah... é? Querem show de realidade, reality show? Pois aqui vai um artigo-realidade, com todas as suas dúvidas, informe rascunho, sujo texto, tudo que me passar pela cabeça enquanto escrevo. Será a verdade de minha mentira ou a mentira de minha verdade?

Besteira, deixa de filosofias baratas... Deixa eu ver... Nelson Rodrigues dizia que a novela era importante para satisfazer nossa fome de mentiras. O show de realidade é para satisfazer nossa fome de verdade. O Paulo Emílio, o grande crítico de cinema, dizia que vamos ao cinema como ao bordel - em busca de ilusão.

É isso aí... só que a televisão não é no escurinho do cinema, que tem algo de secreto, de fuga, algo que ficou no fundo dos anos 30-40. Não; a TV é com luz acesa, a TV é uma vitrine na tua sala, com ofertas de sabonete e de amores. TV não vende ilusão; vende desejos e os desejos crescem.

A ficção, no cinema e na TV, não está dando conta do horror da realidade, do real-espetacular de hoje. Que filme teve mais impacto que o reality show do Osama Bin Laden no dia 11 de setembro? Nunca a ficção foi tão real. As notícias e a ilusão se uniram em quatro aviões caindo do céu americano, porque, como sabemos, a TV é dividida em dois mundos: "The news is bad, the ads are good", como disse alguém. (Quem? McLuhan, Daniel Bell? "As notícias são más, os anúncios são bons" - (NB: 'news' é singular mesmo...) Naquele dia, o sonho explodiu. Naquele dia, descobrimos que a realidade não estava morta e que ela se movia com o timing ideal dos filmes... e tudo num curta-metragem de 20 minutos.

Portanto, depois do 11 de setembro, como 'entreter', como fazer um desgraçado esquecer do mundo que estoura lá fora, que ilusão se pode ter, quando o horror não te deixa dormir no sonho e na mentira? E não só os deliciosos horrores que te satisfazem o rancor, mas também que ilusão te aquecerá para você esquecer o que viu na TV, a maravilha que poderia ser tua vida, quando você é apenas um excluído, sem grana para pagar um reles tênis ou uma sórdida geladeira? (Misturo 'tu' com 'você', oh... gramáticos, como na vida real) Além disso, nos dias de hoje, você não se deixa mais enganar com musicais românticos, você não é mais amansado por Fred Astaire e Cid Charisse dançando no escuro, você está indócil, querendo existir. Aí, Hollywood saca isso e resolve te dar mais "entretenimento", aumenta a dose da droga, mais na veia, mais, e porradas a granel e efeitos especiais e mais sexo, sexo, sexo... Mas, não adianta muito, porque... até onde pode ir um filme pornográfico, até onde?Até o interior do corpo, até o intestino pelo olho do ânus, pelas vaginas a dentro para achar a alma? E você também não tem como comer aquelas gatas de seios siliconados, musas virtuais, e tuas punhetas se encerram num triste jato de nada na mão molhada.

No meu delírio teórico, eu pensei: "Ahh... o reality show atende a um desejo do homem comum de ver a própria concepção, a 'cena primária', como dizem os psicanalistas, ver pelo buraco da fechadura, edipicamente, papai e mamãe transando na cama sagrada do drama burguês."

Mas, não. É mais que isso, mermão. Isso apenas 'faz parte'. Você quer mesmo é invadir a TV como os assaltantes invadem uma casa. Você quer ver o que acontece no mundo dos que amam, dos que consomem, dos que existem. Você quer 'ver'; não sabe bem o quê ainda, mas quer ver o que te escondem, ver algo que te é negado. Você quer estar onde tem tudo: iogurte, carro do ano, Jade, cerveja com mulher boa, carros sport, luxo no shopping virtual da tela, você quer morar lá dentro como uma rosa púrpura do Cairo."

Mas, aí, você bateu na tela de vidro e não entrou, na emissora o porteiro te barrou, e você viu que teu sonho era impossível. Foi então que as televisões do mundo perceberam tua desesperada vontade de existir e te disseram: "Você pode entrar se for selecionado e sair daqui com corpo e alma, com identidade, você pode nascer como o Bam Bam nasceu para a vida!" O reality show é o quebra-galho do sonho do socialismo que morreu, onde todos seríamos multidões cantantes. O reality show é democracia de massas cobrando ingresso.

Mas, aí, nova surpresa. O SBT quis mostrar a verdade cotidiana de gente famosa, de personagens 'de ficção' da mídia. Enquanto isso, a Globo mostrou a aura que pode aflorar de anônimas e banalíssimas pessoas.

E o ibope subiu ao avesso. Descobriu-se que você não quer ver famosos e gostosas, como a Tiazinha e a Feiticeira revelando aos poucos sua 'verdadeira' face ou mesmo sua verdadeira bunda. Você não quer ver a Tiazinha lavando roupa e a Feiticeira varrendo a casa. Não. Você quis ver os anônimos florindo e brilhando. Você quis ver uma beleza que vai aparecendo na convivência de gente boba como você, gente que chora sem motivo, gente que fala com boneco, gente que vomita. Mais do que ver 'sacanagem' ou 'cena primária', você descobre (e as TVs também) que quer ver o vazio, o nada do cotidiano, descobre que quer o alívio da informação e o vazio da verdade. A verdade é vazia, não-transcendental, a verdade está na pausa, no tédio, na falta de assunto, você quer o alívio do nada.

O sucesso do Big Brother esteve na verdade que se infiltrou quando nada acontecia, entre os momentos em que mentirosamente eles fingiam sofrer ou amar. O sucesso se deveu ao nada, ao tempo morto. Ali, no irrelevante, arde uma verdade profunda, sem nome, sem efeitos. Naqueles instantes, nasce alguma coisa que se parece com tua vida. Você quer ver o que acontece quando nada acontece. Na verdade, você quer ver quem é você. Qual será tua próxima fome?

Arnaldo Jabor

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O MOVIMENTO EMO

EMO seria uma abreviação da palavra inglesa "emotion" (emoção). São pessoas que se vestem de preto (ou roupas escuras), pintam os cabelos com o intuito de criar um visual mais sombrio e aparentam melancolia e tristeza constante. Mesmo que isso seja caricatural ou que em algum momento essa descrição não alcance todos os aspectos dos emo's hoje, o que me faz falar deles é exatamente a última parte a tristeza.

Suas fotos que podem ser conferidas em vários fotolog's espalhados pela internet revelam isso. Estão sempre sérios ou em atitudes que contradizem alguém que está feliz por pertencer a um grupo de amigos, estar em um momento de descontração... Suas representações em forma de cartoom, como a foto escolhida para ilustrar nossa postagem, trazem emoções exaltadas, atitudes que beiram a paranóia, feições sombrias... parece se constratar com outro tipo de imagem
viculado nos comerciais de cerveja - não estou em momento algum afirmando que o movimento emo surgiu em oposição as garotas dos comerciais de cerveja, mas que as mulheres dos comerciais de cerveja são estereotipos para aquilo que alguns teóricos, dentre eles o psicanalista francês Charles Melman, chamam de "imperativo da felicidade".

Essas duas imagens postas logo acima demonstram bem esse antagonismo. Enquanto a mulher do comercial de cerveja está seminua, a menina emo veste-se dos pés a cabeça; esta se já não os têm tinge os cabelos de preto, aquela, de loiro; a primeira é serviçal, a segunda, radical; a mulher do comercial de cerveja esbanja sorrisos, a menina emo permanece séria.

Quando a tristeza vira moda significa que algo está acontecendo. E o movimento emo, para mim, representa exatamente isso, um manifesto a tristeza. Num mundo onde ninguém pode ficar triste, pois está deprimido ou estressado, um grupo de jovens veste-se para de preto (como se estivessem em luto). A indústria dos antidepressivos suprime o soma do Admirável Mundo Novo do Hurxley, as pessoas fazem festa quando se divorciam, vão ao shopping quando estão chateadas, ou seja, impedem a si próprias de sentir-se "down".

E aqueles jovens esquisitos estão tentando nos mostrar como estamos sendo obrigados a sermos felizes, procurando essa felicidade, no consumo, no sexo, na internet, nos remédios, nas academias, nos shopping centers..., em todos os lugares..., mas será que a tristeza é tão ruim assim? Ficar em casa sozinho, sem querer ver ninguém..., é, pensando bem, ao fazer isso não estamos gastando dinheiro, não estamos fazendo a máquina do consumo funcionar, talvez seja por isso que os comercias mostrem pessoas alegres, felizes ao comprarem.

Aquele grupo de esquisitões vestidos de preto que vivem passando por nós na rua com um certo olhar de desprezo esteja nos dando uma lição e tanto, ao usa a tristeza como badeira de guerra façam com que a gente pense: "Quando foi a última vez que me deixe ficar triste?", mas triste mesmo, não aquela vez em que alguém ligou para mim e me chamou para sair, pois não queria me ver "down"? Quando foi a última vez que deixei que a tristeza realmente ficasse em mim e que depois de alguns dias passasse como uma gripe, e como esta, que eu sentisse que meu corpo ficou mais forte, que aprendi algo, ganhei experiência? Quando? Sem livros de auto-ajuda, sem msn messeger tendo convulsões de pessoas me dando conselhos baratos?

Ficar deitado numa cama sem contato com o mundo, sozinho. E aí vem outra pergunta, quando foi a última vez que fiquei só ouvindo Everybody Hurts do R.E.M.. Quando?

domingo, 4 de abril de 2010

TERRA EM TRANSE (DE GLAUBER ROCHA)


Assisti ontem (hoje, já que era uma da madrugada) o filme de Glauber Rocha, Terra em Transe. Recomendo-o. Não pela imagem, pois foi filmado em 1967(e aparetemente, seu diretor quis realmente passar a impressão de um mundo em transe, apático, confuso), o áudio também não ajuda, já que naquele período primeiro o filme era gravado depois os atores gravavam o áudio e se dublavam, mas as partes audíveis revelam momentos sublimes. Os diálogos são impecáveis. Há uma frase que até parei o filme para registrar: "Não anuncio cantos de paz, nem me interesso as flores do estilo. Como por dia mil notícias amargas que definem o mundo em que vivo" (Paulo Martins - personagem do filme).

Sinopse:

Na fictícia República de Eldorado, Paulo Martins é um jornalista e poeta que tenta mudar a situação de miséria e injustiça que assola o país. O jornalista trama a ascensão ao governo da cidade de Alecrim de um candidato supostamente progressista chamado Felipe Vieira, o qual concorrerá posteriormente à presidência da República contra o senador Porfírio Diaz, tecnocrata que apoiou a candidatura do atual Presidente, Fernandez.

Para estes fins, Martins busca o apoio do maior empresário do país para deter o avanço de uma multinacional estrangeira sobre o capital nacional. Inicialmente, tudo vai bem, porém problemas sociais e a corrupção arruinarão suas intenções. Tudo isso em meio a um triângulo amoroso entre Martins, a ativista Sara e a meretriz Sílvia. As semelhanças com a ditadura militar do Brasil, naturalmente, são intencionais.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

AS HISTÓRIAS INFANTIS FAZEM ANIVERSÁRIO

Aniversário de Hans Christian Andersen


Hans Christian Andersen era filho de um sapateiro e sua família morava num único quarto. Apesar das dificuldades, ele aprendeu a ler desde muito cedo e adorava ouvir histórias.


A infância pobre deu a Andersen a chance de conhecer os contrastes de sua sociedade, o que influenciou bastante as histórias infantis e adultas que viria a escrever. Em 1816, seu pai morreu e ele, com apenas 11 anos, precisou abandonar a escola, mas já demonstrava aptidão para o teatro e a literatura.

Aos 14 anos, Andersen foi para Copenhague, onde conheceu o diretor do Teatro Real, Jonas Collin. Andersen trabalhou como ator e bailarino, além de escrever algumas peças. Em 1828, entrou na Universidade de Copenhague e já publicava diversos livros, mas só alcançou o reconhecimento internacional em 1835, quando lançou o romance "O Improvisador".

Apesar de ter escrito romances adultos, livros de poesia e relatos de viagens, foram os contos infantis que tornaram Hans Christian Andersen famoso. Até então, eram raros livros voltados especificamente para crianças.

Em suas histórias Andersen buscava sempre passar padrões de comportamento que deveriam ser adotados pela sociedade, mostrando inclusive os confrontos entre poderosos e desprotegidos, fortes e fracos. Ele buscava demonstrar que todos os homens deveriam ter direitos iguais.

Entre 1835 e 1842, Andersen lançou seis volumes de "Contos" para crianças. E continuou escrevendo contos infantis até 1872, chegando à marca de 156 histórias. No final de 1872, ficou muito doente e permaneceu com a saúde abalada até 4 de agosto de 1875, quando faleceu, em Copenhague.

Graças à sua contribuição para a literatura para a infância e adolescência, a data de seu nascimento, 2 de abril, é hoje o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil. Além disso, o mais importante prêmio internacional do gênero leva seu nome.

Anualmente, a International Board on Books for Young People (IBBY) oferece a Medalha Hans Christian Andersen para os maiores nomes da literatura infanto-juvenil. A primeira representante brasileira a ganhá-la foi Lygia Bojunga, em 1982.

Entre os títulos mais divulgados da obra de Andersen encontram-se: "O patinho feio", "O soldadinho de chumbo", "A roupa nova do Imperador", "A pequena sereia" e "A Menina dos Fósforos". São textos que fazem parte do imaginário da maioria das crianças do mundo desde sua publicação até a atualidade, tendo sido adaptados para o cinema, o teatro, a televisão, o desenho animado, etc.

Fonte: Uol Educação

quinta-feira, 1 de abril de 2010

CAPITALISM - A LOVE HISTORY


Documentário de Michel Moore, relata as conseqüências do sistema capitalista. Expondo sua real face, indo além da falsa liberdade que esse sistema proporciona. Mostra como estamos chegando a uma situação limite onde o rio divisor entre ricos e pobres pode se tornar o fim para ambos os lados.
É um excelente documentário onde é possível ver os malefícios desse sistema que tem como meta principal "tomar" das pessoas do que lhes dar algo.

A baixo vai o trailer legendado para vocês assistirem: