segunda-feira, 19 de outubro de 2009

PESQUISA DE PORTUGUÊS

Meus caros alunos,

Abaixo está o link para fazer o download do arquivo sobre a ficha de entrevista, não precisa editá-la, apenas copiem e imprimam.

Download:

Questionário_para_pesquisa

Bom trabalho!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

DIA DO PROFESSOR: O QUE COMEMORAR?


A data que antecede o dia do professor (o dia 14 de outubro) foi marcado por um sentimento simples e franco: frustração.

Não caro leitor, nada há de especial no dia 14, mas o posterior sim e este não foi lembrado por grande parte dos alunos que leciono. Quando não me parabenizavam quase como uma zombaria, pois eles (meus alunos) festejavam o feriado. Sim! O dia do professor é apenas mais um feriado.

"Você precisa estimular seus alunos a valorizar o dia do professor", diram certos discurso pedagógicos. Fico a perguntar-me se detrás de suas cátedras, o professores que escrevem livrinhos R$ 1,99 e dão palestras R$ 100, 99 teriam algo menos redundante para dizer.

Após lecionar no período diurno e tacidurno, percebi que a pergunta mais inteligente que meus alunos conseguiram me fazer foi: "Posso beber água?" ou "Posso ir ao banheiro?"; mas somos nós, professores, que estamos lecionado errado. O problema da educação é culpa nossa. Não são os baixos-salários, as péssimas condições de trabalho, a extensa jornada de trabalho, a degradação social, baseada no imperativo do consumo, muito menos uma sociedade que pensa como a Globo e fala pela Globo..., não! Os livrinhos com fórmulas prontas e miraculosas (que detalhe: só funcionaram com as pessoas que os escreveram, pois as demais que não souberam aplicar aqueles métodos são taxados... - advinhem? - de incompetentes).

Uma educação que tem por base o ensino particular, e este é mediado pelo código do consumidor (trazendo a máxima: "O freguês tem sempre razão!"), não pode funcionar. O que vemos? Ensina-se cada vez menos, o nível dos conteúdos decai, já que é preciso conservar o alunos. Aluno reprovado é aluno transferido. Portanto, quantidade, não qualidade. O pouco que se ensina ainda não é adequado, tendo em vista que as notas baixas são maioria. Faz-se um trabalho aqui, arruma-se um ponto ali e pronto! O milagre da aprovação.

O que os livrinhos não falam é que a educação deve sofrer uma revolução. O narcisismo parterno é justo, esse é seu papel. O papel da escola é educar, transmitir conhecimento, desenvolver conhecimentos. Pois, se o conhecimento encalhar (que é isso que a televisão faz!), o ser humano pára. É mais fácil escrever livrinhos propondo soluções hipotéticas, do que escrevê-los para propor uma reestruturação total do ensino. A partir de suas bases, a partir daquilo que o professor precisa para dar aula: RESPEITO! A palavra respeito está no sentido amplo: desde o silêncio, que é sim algo importante para haver transmissão do conteúdo, que para aqueles que vivem de vender ilusões para vender livros, é importante! Repito: o conteúdo é importante! Pois, o saber liberta.

Mas, o candidato que priorizava a educação: Cristovão Buarque, recebeu 2,5% dos votos nas eleições de 2006. Não creio mais, diferente dos vendedores de livrinhos, que um belo dia nossos pobres e miseráveis vão despertar com o sintoma da consciência, que no mínimo foi implementado pelos educadores, magicamente, e tudo irá mudar. Não! A revolução virá, primeiro, do nível superior, das faculdades, dos professores e estudantes universitários. Eles podem mudar algo, pois possuem o discurso científico e as pesquisas para provar aquilo que todos sabem, mas aparentemente ninguém deseja falar: nossa educação está um lixo, nosso alunos não possuem outra função a não ser tornarem-se futuros consumidores e apenas isso, quem não pensa, não pode controlar o impulso para comprar e se endividar, essa é a lógica do capital é disso que precisa para sobreviver, fazer com que as pessoas comprem, comprem e comprem.

Contudo, alguém, lá no final da fila proclamará: "A culpa é dos professores!" e todos vão se regorzijar, porque é mais fácil assim. Eles finjem que mudam e nós (os professores) figimos que fazemos mudar. Por isso, lembre-se: os culpados somos nós!

domingo, 11 de outubro de 2009

"VALORIZAÇÃO DO IDOSO" - Tema do ENEM 2009 (a prova que vazou)!


Uma aluna do CONTATO-Centro, perguntou-me recentemente a despeito do tema citado: "Mas era para falar do idoso no Brasil ou no mundo?"; As propostas do ENEM mexem com temas sociais que exigem (repito EXIGEM) uma solução na conclusão. Logo, o problema do idoso é um problema pátrio.
O Japão, por exemplo, criou uma política de valorização do idoso. Lá, velho é sinônimo de patrimônio histórico. Muito difere do Brasil, país que teima em tratar o idoso como reserva humana. Não é à toa que a proposta trazia o estatuto do idoso. Para mostrar que muito mais do que uma pessoa que está fora do mercado de trabalho, o idoso é um ser humano, como qualquer outro que merece os cuidados devidos.

No entanto, algumas problematizações são pertinentes:

1º - Um texto que acompanhava a coletânea, falava sobre a longevidade das pessoas, ou seja, estamos vivendo mais. O que implica pensar, como em um sistema que presa a automação, a velocidade, a agilidade..., podemos manter o idoso nela. Como podemos disponibilizar um mercado de trabalho para essa classe? Sobre a aposentadoria, como sustentar tamanha carga tributária? é direito do trabalhador se aposentar. Ele já deu contribuições suficientes para o país, mesmo assim onde está o descanso depois de longos anos à fio de trabalho? Em uma aposentadoria mediocre? Nas filas dos hospitais públicos? Nos remédios carríssimos que o governo não fornece? Como envelher assim? Caso, o medo seja mais forte e o idoso deseje proceguir no seu ofício, como sobreviver em um mundo tão jovem e rápido?

2º - O terceiro texto, um poema, traçava um antagonismo entre as palavras velho e idoso. Talvez, fosse o ensejo para o candidato surpreender a banca falando sobre um fenômeno bem característico dos nossos tempos: a ditadura da juventude. Existem, hoje, várias propagandas e todo um discurso que nega a velhice e impõe a jovialidade. Observemos as atrizes globais que estão entre 40 e 60 anos, atualmente, nas novelas aparecem cinquentonas travestidas de símbolos sexuais. Condenando aquelas mulheres que estão curtindo o envelhecimento, que aprenderam a apreciar os netos e adoram serem chamadas de vovó. Lembro sempre de um texto escrito por Lia Luft à revista VEJA, no qual ela dizia algo assim: "Não gosto daquelas pessoas que dizem que tem corpo de 50 com cabeça de 20"; Há uma espécie de imposição, lei marcial ditada pela mídia e por uma cultura formada por esta, que nos proíbe de ficarmos velhos. Em uma propaganda de uma empresa que vende armações de óculos, uma senhora anunciava "com esses óculos, fico mais jovem".

Não aconselhamos os candidatos a retirar nenhum fragmento da coletânea de textos ali presentes. A redação é do candidato, portanto a seleção dos textos para compor sua argumentação adviria de leituras anteriores. O fera que se manteve bem informado estava preparado para redigi-lo. Para aqueles que se sentiram alividos pela prova do ENEM ter vazado, pois não saberiam produzir uma dissertação sobre o tema, vale a dica: intensificar a leitura e produção de redações.

POR QUE FREGUÊS ESCREVE-SE COM "S"?

Os adjetivos pátrios são palavras usadas para expressão origem (português --> portuguesa, inglês --> inglesa, japonês --> japonesa); títulos de nobreza (duque --> duquesa, marquês --> marquesa, componês --> camponesa); profissão (poeta --> poetisa, profeta --> profetisa). Todas grafam-se com "S". Mas, como explicar freguês/feguesa? Já que não indica origem, título de nobreza ou profissão?

A palavra FREGUÊS vem da expressão latina filiu ecclesiae, que quer dizer "filho da igreja", paroquiano. Antigamente, quem frequentava a igreja era um freguês. Como o comércio proliferava ao redor da igreja, os "filhos da igreja", costumavam comprar lá, ao decorrer dos anos o significado foi substituído. Freguês, passou a designar a pessoa que compra algo.

No significado original, "filho da igreja", poderia ser considerado um título de nobreza, logo é sim um adjetivo pátrio, portanto, escrito com "S".

Um forte abraço!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A GENTE FOI OU A GENTE FOMOS?

Há regras de concordância verbal que por não citarem todas as possibilidades da língua escrita, deixam certos alunos com dúvidas.

A gramática normativa diz: Quando o substantivo for um coletivo, o verbo permanece na 3ª pessoa do singular (ELE). Logo, expressões como: A MAIORIA, UM GRUPO, UM BANDO, O PESSOAL...

Ex.: O pessoal saiu cedo.

A maioria votou a favor.

O que é um coletivo?

São palavras escritas no singular, mas que se referem a mais de um ser. Por isso, GENTE é coletivo, segue a regra dos coletivos, verbo na 3ª pessoa do singular (ELE).

Ex.: A gente foi ao show.

A gente saiu cedo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

PARTICÍPIOS REGULAR E IRREGULAR

O particípio é uma das formas nominais da gramática normativa. Tem como desinências: -ado e -ido.

Exemplos:

Cantar > Cantado

Comer > Comido

Partir > Partido

Parece simples, mas é comum ouvirmos frases como: "O fósforo é acendido...", "O garoto é benzido...", "Tinha preso o bandido", "Tinha aceso o fósforo".
O particípio é utilizado para formas tempos compostos, locuções verbais e é obrigatória na voz passiva.

Sabe-se que os verbos auxiliares TER e HAVER exigem o particípio regular (terminados em -ado e -ido).

Portanto, o correto das frases a cima seria:

Tinha prendido o bandido. ou Havia prendido o badido.

Tinha acendido o fósforo. ou Havia acendido o fósforo.

Os auxiliares SER e ESTAR exigem o chamado particípio irregular (forma reduzida de alguns particípios regulares: aceito (de aceitado), aceso (de acendido), bento (de benzido), expresso (de exprimido), expulso (de expulsado), enxuto (de enxugado), preso (de prendido), dentre outros.

Logo, reescrevendo as frases:

O fósforo foi aceso. ou O fósforo estava aceso.

O garoto é bento.... ou O garoto está bento...

Lembre-se que os verbos dizer, fazer, escrever, abrir, pagar, gastar e ganhar, só admitem o particípio irregular.

Dizer > dito

Fazer > feito

Escrever > escrito

Abrir > aberto (não existe abrido!)

Pagar > pago (pagado está em desuso)

Gastar > gasto (gastado está em desuso)

Ganhar > ganho (ganhado está em desuso)

As formas acima aceitam os pares TER e HAVER ou SER e ESTAR.

Um forte abraço!

sábado, 5 de setembro de 2009

POR QUE NÃO TEMOS O PRETÉRITO MAIS-QUE-IMPERFEITO?

A gramática é clara em sua definição: "O pretérito mais-que-perfeito é um passado que se remete a outro passado." Como assim? Existe um passado anterior a outro passado? Exatamente! O que é necessário compreender é que há ações que pessoas realizaram antes das nossas. Imaginemos, para ilustrarmos, o ano de 1.500, descobrimento do Brasil. Nenhum dos leitores deste blogger passou por aquela experiência, portanto podemos lembrar do que fizemos a 15 minutos, ontem, anteontem..., mas os fatos ocorridos quando Cabral avistou nossa costa (a não ser pelos livros de história) não somos capazes de rememorar. Por isso diríamos sem titubear:

"Eu não havia nascido quando Cabral CHEGARA ao Brasil".

Mas, os leitores com uma percepção linguística afiada perguntariam: "Só podemos usar o Pretérito Mais-Que-Perfeito quando nos remetermos a passados 'pré-históricos', ou seja, eventos ocorridos antes de nossos nascimentos?" Não! A história acima é apenas ilustrativa. Sabemos que enquanto realizamos uma ação alguém pode tê-la feito antes. É o caso de ir ao banco. Se desejo chegar no banco cedo para evitar filas é bem provável que mesmo saindo antes do galo cantar haja alguém lá que passou a noite. Para narrar o episódio diríamos:

"Eu cheguei cedo no Banco, mas alguém CHEGARA antes de mim."

O Mais-Que-Perfeito nasce da 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito (NOS VERBOS REGULARES); corta-se o "m" final e acrescentam-se as desinências número-temporais correspondentes.

Exemplo:

Pretérito perfeito do verbo amar (ONTEM ELES AMARAM), sem o "m" final fica "AMARA". Pronto, agora é só conjugar:

Eu AMARA
Tu AMARAS
Ele AMARA
Nós AMÁRAMOS
Vós AMÁREIS
Eles AMARAM

A única mudança ocorreu na 2ª pessoa do plural, as demais seguem a regra.

Vamos agora à pergunta do título:

O pretérito MAIS-QUE-PERFEITO é um tempo verbal que aconteceu antes de outro fato que também já terminou. Dos outros pretéritos que temos (o perfeito e o imperfeito), somente o PERFEITO faz menção a ações concluídas no passado. Logo, dizer FIZ, FUI, CANTEI, implica afirmar, respectivamente, que EU JÁ FIZ ALGUMA COISA, JÁ FUI A DETERMINADO LOCAL E CANTEI TAL MÚSICA, mas agora essa ação não é mais praticada. Portanto, os verbos, na grande maioria, que utilizamos antes do MAIS-QUE-PERFEITO estão no pretérito perfeito do indicativo.

Exemplo: "Assim que eu cheguei, ele saíra".

CHEGUEI - 1ª pessoa do singular do pretérito perfeiro do indicativo do verbo CHEGAR.

SAÍRA (extraído da 3ª pessoa do plural do pretérito perfeito - ONTEM ELES SAÍRAM; corta-se o "m", fica-se SAÍRA) - 3ª pessoa do singular do pretérito mais-que-perfeito).