sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

FÉRIAS!

O ano de 2009, principalmente, o segundo semestre, foi bastante agitado para mim; sem tempo para nada, mais parecia uma máquina de dar aulas. Por isso resolvi vim aqui para comunicar-lhes que estou tirando férias intelectuais.
Preciso recarregar as baterias e pensar um pouco em como será 2010.

Voltarei a partir de fevereiro.

Um grande abraço para todos!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Questão de número 25 da prova da PM-PE (2009) anulada, saiba o porquê.

A prova da PM-PE deste ano teve, na questão 25, quatro frases a serem analisadas:

I. Haviam muitos problemas para resolver;
II. Hão de existir leis que protejam os mais fracos de fé;
III. Hão de haver leis que protejam os mais fracos;
IV. Podem haver seres viventes em outros planetas.

Percebe-se que a questão trata do verbo HAVER como impessoal, ou seja, quando o verbo HAVER não se refere à pessoa e, portando, fica sempre na 3ª pessoa do singular.

E como sabemos que o verbo HAVER é impessoal?

Quando possui o sentido de EXISTIR, OCORRER ou ACONTECER:

Há pessoas desonestas no Brasil. (equivale a dizer) Existem pessoas desonestas no Brasil.

Houve um acidente na estrada. (equivale a dizer) Ocorreu um acidente na estrada. ou Aconteceu um acidente na estrada.

Portanto, nas frases I, III e IV o verbo HAVER tem sentido de EXISTIR e deveria estar no sigular. As frases escritas da maneira correta seriam, respectivamente:

Havia muitos problemas para resolver;

Há de haver leis que protejam os mais fracos;

Pode haver seres viventes em outros planetas.

A frase de número dois está correta, pois o verbo haver é verbo auxiliar do verbo existir e, logo, flexiona-se.

Portanto, a resposta seria, no gabarito a resposta seria a letra A, como saiu no gabarito preliminar; há resposta, então por que a questão foi anulada? Ocorreu um erro no comando da questão. Como assim? O enunciado da questão pedia ao candidato que encontrasse um erro de regência verbal, mas a flexão de número (singular ou plural) é contemplado pela concordância verbal.

É isso, um forte abraço!

sábado, 14 de novembro de 2009

UM DOS QUE / UMA DAS QUE

O pronome relativo QUE obriga a concordância com o antecedente, mas não se faz estranhar ouvirmos ou vermos frases como:

Não foi eu que fez.

Não foi eu que fiz.

Não fui eu que fez.

A norma padrão é clara! O pronome relativo QUE concorda com o antecedente, neste caso, com o pronome pessoal do caso reto EU, portanto, verbo flexionado na 1ª pessoa do singular.

Ex.: Não fui eu que fiz. (É a maneira correta).

Como tudo na vida possui exceções, a gramática normativa não escapa a essa regra.

Com as expressões UM DOS QUE e UMA DAS QUE o verbo deve ir para o plural.

Ex.: Fui eu um dos que FIZERAM a bagunça.

Ela foi uma das que ASSUMIRAM a responsabilidade.

OBSERVAÇÃO:

Alguns escritores deixam o verbo no singular. A prova da PM de 2004 trazia uma matéria jornalística do Jornal do Commercio com o seguinte fragmento:

"Os seguranças acreditam que um dos quatro assaltantes que estava em outro carro ficou ferido".

A expressão UM DOS QUE aparece separada pelo enunciado "quatro assaltantes", mesmo assim a norma permanece, por isso o verbo deveria estar na 3ª pessoa do plural (ESTAVAM) e não no singular.

É isso ai.
Um forte abraço e até a próxima!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS

Os pronomes oblíquos átonos são empregados como elementos refenciais, ou seja, que retoma ou antecipam termos em um enunciado ou texto. Mesmo conhecendo-os, há momentos de supresa, pois a gramática ainda guarda seus segredos.

“Pedia um mote, davam-lho, ele glosava-o prontamente”, assim escreve Machado de Assis em Memórias póstumas de Brás Cubas. Não, caro leitor virtual, o fragmento não aprensenta erro algum, está grafado de maneira correta é LHO mesmo. Trata-se de um fenômeno chamado contração, ou seja, a união de dois termos onde alguém sofre perda fonética, neste caso fica claro, já que LHO seria a soma de LHE + O.

Ex.: Ofereci um covite ao amigo para beber. Porderia ser escrito da seguinte forma:

Ofereci-o ao amigo para beber.

ou

Ofereci-lhe um convite para beber.

ou (Podemos contrair os pronomes):

Ofereci-lho para beber.

Contudo, um exclarecimento é válido. Os pronomes oblíquos são utilizados em (con)textos, caso não estajam é impossível para quem lê saber a quem se refere.

Obrigado por ler!

Um forte abraço!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

AULA SOBRE REGÊNCIA VERBAL

Olá, caros alunos, sejam bem-vindos!

Abaixo, consta o link para o download do arquivo sobre regência verbal, aqueles que não conseguiram executá-lo ou baixá-lo, favor enviar um e-mail explicitando seu problema para o e-mail que segue anexo:

l.antoniobn@gmail.com

Download do arquivo:

regência_verbal

Obrigado! Vejo-os na próxima quarta-feira.
Um forte abraço! Até lá!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

PESQUISA DE PORTUGUÊS

Meus caros alunos,

Abaixo está o link para fazer o download do arquivo sobre a ficha de entrevista, não precisa editá-la, apenas copiem e imprimam.

Download:

Questionário_para_pesquisa

Bom trabalho!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

DIA DO PROFESSOR: O QUE COMEMORAR?


A data que antecede o dia do professor (o dia 14 de outubro) foi marcado por um sentimento simples e franco: frustração.

Não caro leitor, nada há de especial no dia 14, mas o posterior sim e este não foi lembrado por grande parte dos alunos que leciono. Quando não me parabenizavam quase como uma zombaria, pois eles (meus alunos) festejavam o feriado. Sim! O dia do professor é apenas mais um feriado.

"Você precisa estimular seus alunos a valorizar o dia do professor", diram certos discurso pedagógicos. Fico a perguntar-me se detrás de suas cátedras, o professores que escrevem livrinhos R$ 1,99 e dão palestras R$ 100, 99 teriam algo menos redundante para dizer.

Após lecionar no período diurno e tacidurno, percebi que a pergunta mais inteligente que meus alunos conseguiram me fazer foi: "Posso beber água?" ou "Posso ir ao banheiro?"; mas somos nós, professores, que estamos lecionado errado. O problema da educação é culpa nossa. Não são os baixos-salários, as péssimas condições de trabalho, a extensa jornada de trabalho, a degradação social, baseada no imperativo do consumo, muito menos uma sociedade que pensa como a Globo e fala pela Globo..., não! Os livrinhos com fórmulas prontas e miraculosas (que detalhe: só funcionaram com as pessoas que os escreveram, pois as demais que não souberam aplicar aqueles métodos são taxados... - advinhem? - de incompetentes).

Uma educação que tem por base o ensino particular, e este é mediado pelo código do consumidor (trazendo a máxima: "O freguês tem sempre razão!"), não pode funcionar. O que vemos? Ensina-se cada vez menos, o nível dos conteúdos decai, já que é preciso conservar o alunos. Aluno reprovado é aluno transferido. Portanto, quantidade, não qualidade. O pouco que se ensina ainda não é adequado, tendo em vista que as notas baixas são maioria. Faz-se um trabalho aqui, arruma-se um ponto ali e pronto! O milagre da aprovação.

O que os livrinhos não falam é que a educação deve sofrer uma revolução. O narcisismo parterno é justo, esse é seu papel. O papel da escola é educar, transmitir conhecimento, desenvolver conhecimentos. Pois, se o conhecimento encalhar (que é isso que a televisão faz!), o ser humano pára. É mais fácil escrever livrinhos propondo soluções hipotéticas, do que escrevê-los para propor uma reestruturação total do ensino. A partir de suas bases, a partir daquilo que o professor precisa para dar aula: RESPEITO! A palavra respeito está no sentido amplo: desde o silêncio, que é sim algo importante para haver transmissão do conteúdo, que para aqueles que vivem de vender ilusões para vender livros, é importante! Repito: o conteúdo é importante! Pois, o saber liberta.

Mas, o candidato que priorizava a educação: Cristovão Buarque, recebeu 2,5% dos votos nas eleições de 2006. Não creio mais, diferente dos vendedores de livrinhos, que um belo dia nossos pobres e miseráveis vão despertar com o sintoma da consciência, que no mínimo foi implementado pelos educadores, magicamente, e tudo irá mudar. Não! A revolução virá, primeiro, do nível superior, das faculdades, dos professores e estudantes universitários. Eles podem mudar algo, pois possuem o discurso científico e as pesquisas para provar aquilo que todos sabem, mas aparentemente ninguém deseja falar: nossa educação está um lixo, nosso alunos não possuem outra função a não ser tornarem-se futuros consumidores e apenas isso, quem não pensa, não pode controlar o impulso para comprar e se endividar, essa é a lógica do capital é disso que precisa para sobreviver, fazer com que as pessoas comprem, comprem e comprem.

Contudo, alguém, lá no final da fila proclamará: "A culpa é dos professores!" e todos vão se regorzijar, porque é mais fácil assim. Eles finjem que mudam e nós (os professores) figimos que fazemos mudar. Por isso, lembre-se: os culpados somos nós!